1 SOLUÇÕES ADOTADAS E MEMÓRIA DE CÁLCULO INTRODUÇÃO – CONTEXTO GEOTÉCNICO DA OBRA A obra de contenção e estabilização de talude localizada na Estrada Ivo da Rosa, no município de Cotiporã/RS, situa-se em trecho de encosta íngreme junto ao vale do Rio Carreiro, caracterizado por cortes rodoviários executados em maciço de rocha basáltica intensamente alterada, recoberta por camadas de aterro e solo residual. O trecho apresenta histórico de instabilidade superficial e erosões regressivas, agravadas por elevada declividade natural, drenagem superficial deficiente e fraturamento intenso do maciço rochoso. Para subsidiar o dimensionamento do muro de contenção em concreto armado a flexão e o retaludamento associado, foi executada investigação geotécnica por meio de três furos de sondagem mista (percussão e rotativa) em diâmetro BW, totalizando 19 metros lineares de perfuração em rocha, conforme as normas NBR 6484, NBR 8036 e NBR 7250, bem como a Instrução Normativa IN-02/94 do DEINFRA-SC. Os furos foram executados ao longo do alinhamento da estrada, em cotas entre 109,00 m e 112,00 m, permitindo a caracterização das condições de fundação e do comportamento do maciço rochoso sob a faixa da estrada. ANÁLISE DO PERFIL GEOTÉCNICO PARA A CONTENÇÃO EM MURO A FLEXÃO A análise integrada dos furos SR-1, SR-2 e SR-3 evidencia um perfil geotécnico bastante homogêneo ao longo do trecho, dominado por materiais de baixa qualidade geomecânica, típico de encostas basálticas profundamente intemperizadas da Serra Gaúcha, com bastante material de aterro para o leito da via. Em todos os pontos investigados observa-se, na camada superficial, a presença de aterro constituído por fragmentos e blocos de rocha basáltica de coloração variada (cinza, marrom e avermelhada), com espessura média da ordem de 1,0 a 2,0 m, indicando que o leito da estrada e parte do talude foram recompostos por material solto ao longo do tempo, sem controle geotécnico rigoroso. Abaixo do aterro, ocorre uma camada de alteração de basalto amigdalóide, de granulação fina, cor vermelho-variegada, compacta, representando o solo residual saprolítico derivado da decomposição química do basalto. Essa camada apresenta comportamento coesivo fraco, sendo altamente suscetível à perda de resistência quando saturada. Em profundidades típicas entre 3,0 m e 6,5 m, os três furos interceptaram rocha basáltica extremamente alterada, com coloração cinza a vermelho-variegada, muito fraturada, com baixíssima qualidade do maciço. Os valores de RQD variaram entre 0% e 23%, enquadrando o maciço predominantemente nas classes C2 a C3 (rocha muito alterada a pouco coerente), com manobras apresentando recuperação extremamente baixa ou nula. No furo SR-1, por exemplo, a rocha entre 3,0 m e 6,5 m apresentou RQD de apenas 15%, e abaixo disso tornou-se ainda mais fraturada, com RQD igual a 0%, caracterizando um maciço estruturalmente muito degradado. Situação semelhante foi observada no SR-2 (RQD máximo de 23%) e no SR-3 (RQD = 0% ao longo de todo o trecho rochoso amostrado) . 2 Esse comportamento indica que, apesar da natureza litológica ser basalto, o maciço encontra-se intensamente intemperizado e fraturado, com reduzida capacidade de autossustentação e elevada permeabilidade estrutural. A presença de juntas, fraturas e zonas de alteração favorece a infiltração de água e a redução dos parâmetros de resistência ao cisalhamento, sobretudo nos contatos solo-rocha e nas interfaces entre as zonas alteradas. Não foi observado nível d’água permanente nos furos (N.A. seco até 1,45 m) e seco em 24 horas. Esse comportamento é típico de encostas basálticas fraturadas e justifica a adoção obrigatória de sistemas de drenagem para alívio de pressão no projeto da contenção. O conjunto de dados da sondagem demonstra que o terreno não pode ser considerado um maciço rochoso competente, mas sim um maciço heterogêneo composto por aterros, solo residual e rocha extremamente alterada e fraturada. Nessas condições, o talude natural apresenta baixa estabilidade global, especialmente sob carregamentos adicionais da via e sob condições de saturação. Dessa forma, o muro de contenção em concreto armado será dimensionado para trabalhar predominantemente por flexão, resistindo às pressões ativas do maciço, considerando parâmetros conservadores de resistência do solo e da rocha alterada. A fundação do muro será ser apoiada e pinada em rocha alterada, com previsão de regularização, limpeza e concreto magro, devido à baixa qualidade estrutural do basalto (RQD próximo de zero). Com os dados de sondagem foi feita a análise no software Slide para verificar a estabilidade do talude. Usou-se parâmetros condizentes com o solo encontrado na sondagem rotativa e buscou-se analisar a parte crítica do talude na encosta com a estrada. O perfil escolhido para análise foi o do corte da estaca 0+60 do projeto, por ser considerado o ponto mais crítico. Dessa forma o resultado se apresenta na figura abaixo. Figura 1 Análise de estabilidade do talude na estaca 0+60 O fator de segurança atual para o bulbo de deslizamento considerando o método Bishop é de 0,88, em eminência de colapso. A partir disto buscou-se uma solução após a análise da sondagem verificou-se que há um horizonte rochoso nos 5,00 metros de profundidade e este tem condições de suportar uma sapata 3 corrida. Sendo assim foi dimensionado um muro a flexão no software Cypecad e reforçado com contrafortes. O relatório de cálculo com os resultados e os parâmetros utilizados se encontra em anexo. Fora considerado material de aterro com coesão zero, e carga de 1000 kg/m² no aterro condizente com tráfego pesado. Os resultados foram coeficiente de segurança ao deslizamento calculado foi de 1.59 (mínimo 1.5) e de reviramento 2.71 (mínimo de 1.8). Salientando que o software não considera o pinamento da contenção na rocha. Segue diagramas de esforços e solução adotada. Figura 2 Muro a Flexão dimensionado no Cypecad 4 ANÁLISE DO PERFIL GEOTÉCNICO PARA O RETALUDAMENTO 5 O projeto de estabilização do trecho da Estrada Ivo da Rosa prevê a execução de desmonte controlado do maciço rochoso a montante da plataforma viária, com o objetivo de promover o retaludamento e a remoção de volumes de rocha alterada e instável, permitindo que a estrada passe a se desenvolver lateralmente sobre um maciço mais firme e geotecnicamente confiável, mantendo-se o greide e as cotas altimétricas originais da via. Em análise no local, observou-se rocha muito fraturada, com recuperação baixa em diversas manobras, o que indica que grande parte do maciço atualmente adjacente à pista não apresenta comportamento de rocha competente, mas sim de um material heterogêneo, propenso à perda progressiva de resistência e ao desenvolvimento de superfícies potenciais de ruptura. Na área de arrasto do deslizamento a rocha se mostra mais coesa com grau de fraturamento menor, o que indica maior resistência nas camadas mais profundas da rocha. Também se percebe uma falha entre dois maciços de rocha no meio do talude. Dessa forma, o projeto prevê o desmonte lateral do maciço rochoso a montante da estrada, retirando os volumes de rocha alterada, matacos e material instável que hoje se encontram imediatamente acima e ao lado da plataforma viária. Esse desmonte permitirá a formação de um novo talude com geometria estável e o avanço controlado da plataforma da estrada sobre um maciço remanescente de melhor qualidade geotécnica, sem alteração da cota da pista. O desmonte será executado por escavação mecânica e, quando necessário, por detonação controlada, respeitando a estrutura de fraturamento do basalto e minimizando a indução de novos planos de fraqueza. O retaludamento resultante será compatível com a resistência residual do maciço alterado, reduzindo significativamente as tensões atuantes e a probabilidade de instabilizações locais e globais. Ao permitir que a plataforma da via se apoie lateralmente em material mais íntegro e menos fraturado, essa solução elimina a condição atual de apoio parcial sobre aterros e rocha extremamente degradada, melhorando o comportamento estrutural da estrada, reduzindo recalques diferenciais e aumentando a durabilidade da obra. O material rochoso proveniente do desmonte, constituído por blocos e fragmentos de basalto alterado, apresenta elevado atrito interno e boa capacidade drenante, sendo tecnicamente adequado para reaproveitamento como material de aterro estrutural e enrocamento, conforme previsto no projeto, contribuindo para a estabilidade global do sistema de contenção ao longo da via e para a 6 eficiência construtiva da intervenção, aproveitando o material pétreo sem elevar o custo da obra com transporte. Para estabilidade do talude foi avaliado o perfil no software Slide com o objetivo identificar a eficácia da solução. Foi considerado o perfil de corte da estaca 0+60. O resultado é demonstrado abaixo. Figura 3 Verificação de estabilidade do maciço rochoso a montante O fator de segurança calculado pelo método de Spencer, mais apropriado para rochas, foi de 1,83 (mínimo de 1,5). Dessa forma demonstra viável a solução de retaludar o maciço rochoso. A inclinação do corte na rocha será de 0.50:1.00 com bancada com inclinação de 10%. Os cálculos de volumes e cortes de seção foram feitos pelo software Civil 3D. O enrocamento de pedra a ser executado na lateral jusante da plataforma da Estrada Ivo da Rosa tem por finalidade principal a proteção hidráulica e estrutural da via frente às ações erosivas e aos esforços hidrodinâmicos associados às cheias do curso d’água adjacente. Considerando a proximidade da via com o vale do Rio Carreiro e a ocorrência recorrente de eventos de inundação, o enrocamento será executado dimensionado para atuar como camada de dissipação de energia e de 7 contenção do material granular e rochoso do aterro, impedindo a erosão regressiva, o carreamento de finos e o solapamento da base da obra. Figura 4 Configuração do Software Civil 3D para o retaludamento Devido a questão de recursos e a dificuldade de acesso não foram feitas análises até o topo do rastro da corrida de detritos. Cotiporã, 15 de janeiro de 2025. ____________________________________ Káthia Benedetti CREA RS201849 ____________________________________ Cristiano Fugali CREA RS236549 8 Anexo 01 Relatório de dimensionamento do muro a flexão 9 1. NORMA E MATERIAIS Norma: ABNT NBR 6118:2014 (Brasil) Concreto: C30, usina.rigor Aço em barras: CA-50 e CA-60 Tipo de ambiente: Tipo II Cobrimento no intradorso do muro: 3.0 cm Cobrimento no tardoz do muro: 3.0 cm Cobrimento superior da fundação: 5.0 cm Cobrimento inferior da fundação: 5.0 cm Cobrimento lateral da fundação: 7.0 cm Tamanho máximo agregado: 19 mm 2. AÇÕES Empuxo no intradorso: Sem empuxo Empuxo no tardoz: Ativo 3. DADOS GERAIS Cota do Térreo: -0.50 m Altura do muro sobre a rasante: 0.50 m Facejamento: Sem facejamento Comprimento do muro em planta: 60.00 m Espaçamento entre juntas: 20.00 m Tipo de fundação: Sapata corrida 4. DESCRIÇÃO DO TERRENO Cota da rocha: -5.95 m Ângulo talude: 1 graus Percentagem de atrito interno entre o terreno e a face externa do muro: 0 % Porcentagem de atrito interno entre o terreno e o tardoz do muro: 0 % Alívio por drenagem: 100 % Tensão admissível: 0.200 MPa Coeficiente de atrito terreno-concreto: 0.60 ESTRATOS Referências Cota superior Descrição Coeficientes de empuxo 1 - Aterro -0.50 m Densidade aparente: 20.00 kN/m³ Densidade submersa: 10.00 kN/m³ Ângulo atrito interno: 32.00 graus Coesão: 0.00 kN/m² Ativo tardoz: 0.31 MACIÇO TERROSO NO TARDOZ 10 Referências Descrição Coeficientes de empuxo Maciço de terra Densidade aparente: 20.00 kN/m³ Densidade submersa: 10.00 kN/m³ Ângulo atrito interno: 27.00 graus Coesão: 0.00 kN/m² Ativo tardoz: 0.38 5. SEÇÃO VERTICAL DO TERRENO 6. GEOMETRIA MURO Altura: 5.00 m Espessura sup.: Intradorso: 5.0 cm / Tardoz: 35.0 cm Espessura inf.: Intradorso: 35.0 cm / Tardoz: 35.0 cm SAPATA CORRIDA Com balanço externo e interno Altura: 95 cm Balanços intradorso / tardoz: 105.0 / 145.0 cm Concreto magro: 10 cm 7. ESQUEMA DAS FASES 11 Fase 1: Fase 8. CARGAS CARGAS NO TARDOZ Tipo Cota Dados Fase inicial Fase final Uniforme Na superfície Valor: 10 kN/m² Fase Fase 9. RESULTADOS DAS FASES Esforços sem majorar. FASE 1: FASE PESO PRÓPRIO E EMPUXO DE TERRAS COM SOBRECARGAS Cota (m) Diagrama de esforços axiais (kN/m) Diagrama de esforços cortantes (kN/m) Diagrama de momentos fletores (kN·m/m) Diagrama de empuxos (kN/m²) Pressão hidrostática (kN/m²) 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 -0.49 4.98 0.00 -0.04 0.00 0.00 -0.99 10.43 2.27 0.34 6.14 0.00 -1.49 16.25 6.11 2.17 9.25 0.00 -1.99 22.44 11.51 6.22 12.35 0.00 -2.49 28.99 18.46 13.26 15.45 0.00 -2.99 35.91 26.96 24.07 18.55 0.00 -3.49 43.20 37.02 39.41 21.66 0.00 -3.99 50.86 48.62 60.05 24.76 0.00 -4.49 58.88 61.78 86.76 27.86 0.00 -4.99 67.27 76.49 120.31 30.97 0.00 Máximos 67.44 Cota: -5.00 m 76.80 Cota: -5.00 m 121.07 Cota: -5.00 m 31.03 Cota: -5.00 m 0.00 Cota: 0.00 m Mínimos 0.00 Cota: 0.00 m 0.00 Cota: 0.00 m -0.04 Cota: -0.55 m 0.00 Cota: 0.00 m 0.00 Cota: 0.00 m PESO PRÓPRIO E EMPUXO DE TERRAS Cota (m) Diagrama de esforços axiais (kN/m) Diagrama de esforços cortantes (kN/m) Diagrama de momentos fletores (kN·m/m) Diagrama de empuxos (kN/m²) Pressão hidrostática (kN/m²) 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 -0.49 4.98 0.00 -0.04 0.00 0.00 -0.99 10.43 0.74 -0.03 3.04 0.00 -1.49 16.25 3.04 0.65 6.14 0.00 12 Cota (m) Diagrama de esforços axiais (kN/m) Diagrama de esforços cortantes (kN/m) Diagrama de momentos fletores (kN·m/m) Diagrama de empuxos (kN/m²) Pressão hidrostática (kN/m²) -1.99 22.44 6.89 2.78 9.25 0.00 -2.49 28.99 12.29 7.12 12.35 0.00 -2.99 35.91 19.24 14.45 15.45 0.00 -3.49 43.20 27.74 25.53 18.55 0.00 -3.99 50.86 37.79 41.15 21.66 0.00 -4.49 58.88 49.40 62.06 24.76 0.00 -4.99 67.27 62.55 89.03 27.86 0.00 Máximos 67.44 Cota: -5.00 m 62.83 Cota: -5.00 m 89.65 Cota: -5.00 m 27.92 Cota: -5.00 m 0.00 Cota: 0.00 m Mínimos 0.00 Cota: 0.00 m 0.00 Cota: 0.00 m -0.07 Cota: -0.78 m 0.00 Cota: 0.00 m 0.00 Cota: 0.00 m 10. COMBINAÇÕES HIPÓTESES DE AÇÕES 1 - Peso próprio 2 - Empuxo de terras 3 - Sobrecarga COMBINAÇÕES PARA ESTADOS LIMITE ÚLTIMOS Hipóteses de Ações Combinação 1 2 3 1 0.90 0.90 2 1.40 0.90 3 0.90 1.40 4 1.40 1.40 5 0.90 0.90 1.40 6 1.40 0.90 1.40 7 0.90 1.40 1.40 8 1.40 1.40 1.40 COMBINAÇÕES PARA ESTADOS LIMITE DE UTILIZAÇÃO Hipóteses de Ações Combinação 1 2 3 1 1.00 1.00 2 1.00 1.00 0.60 11. DESCRIÇÃO DA ARMADURA COROAMENTO Armadura superior: 3Ø12.5 Ancoragem intradorso / tardoz: 48 / 47 cm TRAMOS Núm. Intradorso Tardoz Vertical Horizontal Vertical Horizontal 1 Ø16c/20 Ø12.5c/10 Ø20c/15 Ø12.5c/10 Emendas: 0.5 m Emendas: 1.4 m SAPATA Armadura Longitudinal Transversal Superior Ø16c/15 Ø16c/10 Comprimento de ancoragem em prolongamento reto: 80 cm Inferior Ø16c/15 Ø16c/10 Dobra intradorso / tardoz: 22 / 22 cm Comprimento de dobra no arranque: 100 cm 13 12. VERIFICAÇÕES GEOMÉTRICAS E DE RESISTÊNCIA Referência: Muro: contenção estrada Ivo da Rosa_R01 Verificação Valores Estado Verificação aos esf. tangenciais na base do muro: Critério da CYPE Máximo: 1305.5 kN/m Calculado: 107.5 kN/m Passa Espessura mínima do tramo: Jiménez Salas, J.A.. Geotecnia y Cimientos II, (Cap. 12) Mínimo: 20 cm Calculado: 40 cm Passa Espaçamento livre mínimo armaduras horizontais: Norma Brasileira ABNT NBR 6118:2014. Artigo 18.3.2.2 Mínimo: 2.2 cm - Tardoz: Calculado: 8.7 cm Passa - Intradorso: Calculado: 8.7 cm Passa Espaçamento máximo armaduras horizontais: Norma EC-2. Artigo 9.3.1.1 (3) Máximo: 40 cm - Tardoz: Calculado: 10 cm Passa - Intradorso: Calculado: 10 cm Passa Taxa geométrica mínima horizontal por face: Norma EHE-08. Artigo 42.3.5 Mínimo: 0.0016 - Tardoz (-5.00 m): Calculado: 0.00175 Passa - Intradorso (-5.00 m): Calculado: 0.00175 Passa Quantidade mínima mecânica horizontal por face: Critério J.Calavera. "Muros de contención y muros de sótano". (Quant. horizontal > 20% Quant. vertical) Calculado: 0.00175 - Tardoz: Mínimo: 0.00059 Passa - Intradorso: Mínimo: 0.00028 Passa Quant. mínima geométrica vertical face tracionada: - Tardoz (-5.00 m): Norma EHE-08. Artigo 42.3.5 Mínimo: 0.0009 Calculado: 0.00299 Passa Quantía mínima mecânica vertical face tracionada: - Tardoz (-5.00 m): Norma EHE-08. Artigo 42.3.2 Mínimo: 0.00212 Calculado: 0.00299 Passa Quant. mínima geométrica vertical face comprimida: - Intradorso (-5.00 m): Norma EHE-08. Artigo 42.3.5 Mínimo: 0.00027 Calculado: 0.00143 Passa Quant. mínima mecânica vertical face comprimida: - Intradorso (-5.00 m): Norma EHE, artigo 42.3.2 (Flexão simples ou composta) Mínimo: 1e-05 Calculado: 0.00143 Passa Quantidade máxima geométrica de armadura vertical total: - (0.00 m): Norma EC-2. Artigo 9.6.2 (1) Máximo: 0.04 Calculado: 0.00775 Passa Espaçamento livre mínimo armaduras verticais: Norma Brasileira ABNT NBR 6118:2014. Artigo 18.3.2.2 Mínimo: 2 cm - Tardoz, vertical: Calculado: 11 cm Passa - Intradorso, vertical: Calculado: 16.8 cm Passa 14 Referência: Muro: contenção estrada Ivo da Rosa_R01 Verificação Valores Estado Espaçamento máximo entre barras: Norma EC-2. Artigo 9.3.1.1 (3) Máximo: 25 cm - Armadura vertical Tardoz, vertical: Calculado: 15 cm Passa - Armadura vertical Intradorso, vertical: Calculado: 20 cm Passa Verificação à flexão composta: Verificação realizada por unidade de comprimento de muro Passa Verificação ao cortante: Artigo 19.4 (norma NBR 6118:2014) Máximo: 308.1 kN/m Calculado: 82.1 kN/m Passa Verificação de fissuração: Norma Brasileira ABNT NBR 6118:2014. Artigo 17.3.3 Máximo: 0.3 mm Calculado: 0.034 mm Passa Comprimento de trespasse: Norma Brasileira ABNT NBR 6118:2014. Artigo 9.5 - Base tardoz: Mínimo: 1.23 m Calculado: 1.4 m Passa - Base intradorso: Mínimo: 0.49 m Calculado: 0.5 m Passa Verificação da ancoragem da armadura base no coroamento: Critério J.Calavera. "Muros de contención y muros de sótano". - Tardoz: Mínimo: 30 cm Calculado: 47 cm Passa - Intradorso: Mínimo: 0 cm Calculado: 48 cm Passa Área mínima longitudinal face superior viga de coroamento: Critério J.Calavera. "Muros de contención y muros de sótano". Mínimo: 2.2 cm² Calculado: 3.6 cm² Passa Todas as verificações foram cumpridas Informação adicional: - Cota da seção com a mínima relação 'quantidade horizontal / quantidade vertical' Tardoz: -5.00 m - Cota da seção com a mínima relação 'quantidade horizontal / quantidade vertical' Intradorso: -5.00 m - Seção crítica à flexão composta: Cota: -5.00 m, Md: 171.79 kN·m/m, Nd: 60.70 kN/m, Vd: 107.51 kN/m, Tensão máxima do aço: 115.322 MPa - Seção crítica ao esforço cortante: Cota: -4.38 m - Seção com a máxima abertura de fissuras: Cota: -5.00 m, M: 108.50 kN·m/m, N: 67.44 kN/m Referência: Sapata corrida: contenção estrada Ivo da Rosa_R01 Verificação Valores Estado Verificação de estabilidade: Valor introduzido pelo usuário. - Coeficiente de segurança ao reviramento: Mínimo: 1.8 Calculado: 2.71 Passa - Coeficiente de segurança ao deslizamento: Mínimo: 1.5 Calculado: 1.59 Passa Altura mínima: - Sapata: Critério da CYPE Mínimo: 15 cm Calculado: 95 cm Passa Tensões sobre o terreno: Valor introduzido pelo usuário. 15 Referência: Sapata corrida: contenção estrada Ivo da Rosa_R01 Verificação Valores Estado - Tensão média: Máximo: 0.2 MPa Calculado: 0.09 MPa Passa - Tensão máxima: Máximo: 0.25 MPa Calculado: 0.1454 MPa Passa Flexão na sapata: Verificação baseada em critérios de resistências Calculado: 20.11 cm²/m - Armadura superior tardoz: Mínimo: 3.45 cm²/m Passa - Armadura inferior tardoz: Mínimo: 0 cm²/m Passa - Armadura inferior intradorso: Mínimo: 2.66 cm²/m Passa Esforço cortante: Norma Brasileira ABNT NBR 6118:2014. Artigo 19.4 Máximo: 420.1 kN/m - Tardoz: Calculado: 66.1 kN/m Passa - Intradorso: Calculado: 25 kN/m Passa Comprimento de ancoragem: Norma Brasileira ABNT NBR 6118:2014. Artigo 9.4 - Arranque tardoz: Mínimo: 20 cm Calculado: 86.8 cm Passa - Arranque intradorso: Mínimo: 16 cm Calculado: 86.8 cm Passa - Armadura inferior tardoz (Dobra): Mínimo: 0 cm Calculado: 22 cm Passa - Armadura inferior intradorso (Dobra): Mínimo: 22 cm Calculado: 22 cm Passa - Armadura superior tardoz (Dobra): Mínimo: 0 cm Calculado: 0 cm Passa - Armadura superior intradorso: Mínimo: 16 cm Calculado: 80 cm Passa Cobrimento: Norma Brasileira ABNT NBR 6118:2014. Artigo 7.4. Mínimo: 3.5 cm - Inferior: Calculado: 5 cm Passa - Lateral: Calculado: 7 cm Passa - Superior: Calculado: 5 cm Passa Diâmetro mínimo: J. Calavera, 'Cálculo de Estructuras de Cimentación' 4ª edición, INTEMAC. Capítulo 3.16 (pag.129). Mínimo: Ø10 - Armadura transversal inferior: Calculado: Ø16 Passa - Armadura longitudinal inferior: Calculado: Ø16 Passa - Armadura transversal superior: Calculado: Ø16 Passa - Armadura longitudinal superior: Calculado: Ø16 Passa Espaçamento máximo entre barras: Critério da CYPE Máximo: 30 cm - Armadura transversal inferior: Calculado: 10 cm Passa - Armadura transversal superior: Calculado: 10 cm Passa - Armadura longitudinal inferior: Calculado: 15 cm Passa 16 Referência: Sapata corrida: contenção estrada Ivo da Rosa_R01 Verificação Valores Estado - Armadura longitudinal superior: Calculado: 15 cm Passa Espaçamento mínimo entre barras: Critério da CYPE, baseado em: J. Calavera. "Cálculo de Estructuras de Cimentación". Capítulo 3.16 Mínimo: 10 cm - Armadura transversal inferior: Calculado: 10 cm Passa - Armadura transversal superior: Calculado: 10 cm Passa - Armadura longitudinal inferior: Calculado: 15 cm Passa - Armadura longitudinal superior: Calculado: 15 cm Passa Quantidade geométrica mínima: Critério da CYPE Mínimo: 0.001 - Armadura longitudinal inferior: Calculado: 0.00141 Passa - Armadura longitudinal superior: Calculado: 0.00141 Passa - Armadura transversal inferior: Calculado: 0.00211 Passa - Armadura transversal superior: Calculado: 0.00211 Passa Quantidade mecânica mínima: Norma ABNT NBR 6118:2003. Artigo 17.3.5.2.1 Mínimo: 0.00185 - Armadura transversal inferior: Calculado: 0.00211 Passa - Armadura transversal superior: Calculado: 0.00211 Passa Todas as verificações foram cumpridas Informação adicional: - Momento fletor desfavorável na seção de referência do tardoz: 131.62 kN·m/m - Momento fletor desfavorável na seção de referência do intradorso: 101.60 kN·m/m 13. VERIFICAÇÕES DE ESTABILIDADE (CÍRCULO DE DESLIZAMENTO DESFAVORÁVEL) Referência: Verificações de estabilidade (Círculo de deslizamento desfavorável): contenção estrada Ivo da Rosa_R01 Verificação Valores Estado Círculo de deslizamento desfavorável: Combinações sem sismo: - Fase: Coordenadas do centro do círculo (0.20 m ; 11.22 m) - Raio: 16.18 m: Valor introduzido pelo usuário. Mínimo: 1.5 Calculado: 32.674 Passa Todas as verificações foram cumpridas Informação adicional: - Fase: Combinações sem sismo - Devido ao fato do círculo de deslizamento desfavorável passar pelo elemento de contenção, este deverá resistir a um esforço de corte de, pelo menos, 6971.049 kN/m na interseção com tal círculo. Isto é necessário para garantir a validade do coeficiente de segurança calculado. 14. QUANTITATIVOS Referência: Muro CA-50 Total Nome da armadura Ø12.5 Ø16 Ø20 Armadura base transversal Comprimento (m) Peso (kg) 301x5.43 301x8.57 1634.43 2580.17 Armadura longitudinal Comprimento (m) Peso (kg) 51x59.86 51x57.66 3052.86 2940.50 Armadura base transversal Comprimento (m) Peso (kg) 400x5.41 400x13.34 2164.00 5337.44 Armadura longitudinal Comprimento (m) Peso (kg) 51x59.86 51x57.66 3052.86 2940.50 17 Referência: Muro CA-50 Total Nome da armadura Ø12.5 Ø16 Ø20 Armadura viga coroamento Comprimento (m) Peso (kg) 3x59.86 3x57.66 179.58 172.97 Armadura inferior - Transversal Comprimento (m) Peso (kg) 600x3.48 600x5.49 2088.00 3296.19 Armadura inferior - Longitudinal Comprimento (m) Peso (kg) 21x59.86 21x94.50 1257.06 1984.44 Armadura superior - Transversal Comprimento (m) Peso (kg) 600x2.18 600x3.44 1308.00 2064.85 Armadura superior - Longitudinal Comprimento (m) Peso (kg) 10x59.86 10x94.50 598.60 944.97 Arranques - Transversal - Esquerda Comprimento (m) Peso (kg) 301x2.36 301x3.73 710.36 1121.40 Arranques - Transversal - Direita Comprimento (m) Peso (kg) 400x3.26 400x8.04 1304.00 3216.28 Totais Comprimento (m) Peso (kg) 6285.30 6053.97 7596.45 11992.02 3468.00 8553.72 26599.71 Total com perdas (0.00%) Comprimento (m) Peso (kg) 6285.30 6053.97 7596.45 11992.02 3468.00 8553.72 26599.71 Resumo de medição (incluídas perdas de aço) CA-50 (kg) Concreto (m³) Elemento Ø12.5 Ø16 Ø20 Total C30, usina.rigor Limpeza Referência: Muro 6053.97 11992.02 8553.72 26599.71 347.40 19.20 Totais 6053.97 11992.02 8553.72 26599.71 347.40 19.20